Os estereótipos minimalistas

É verdade que quando conheci o minimalismo, me inspirei com fotos de ambientes limpos, claros e com poucos objetos. Aquela mesa de trabalho sem papel nenhum me fazia imaginar que eu seria muito mais produtiva se trabalhasse e estudasse em um ambiente igual. Mas nem sempre nossa realidade é como mostrada nas fotografias. E aí entra a questão do estereótipo: será que, como regra para ser minimalista, devemos ter um ambiente com quase nenhum objeto? Uma mesa com quase nada em cima? Será que não estamos seguindo também um padrão pré-determinado sem pensarmos em nossas realidades e necessidades individuais?

Tudo bem que eu sei que muitos possuem um ambiente assim (eu acho lindo e super inspirador, às vezes faço minhas arrumações e deixo tudo clean) mas confesso que fiquei pensativa com uma postagem de um Tumblr que acompanho (Minimalismo) que fez um questionamento:

Why a minimalist desk is always like this ?

  • A desk and chair, usually white.
  • An Apple computer, usually MacBook Pro.
  • A writing notebook.
  • A pencil.
  • A coffee cup.
  • A green plant.

Remark: usually no charger connected.

Traduzindo:
Por que uma mesa minimalista é sempre desse jeito?

  • Uma mesa e uma cadeira, geralmente branca.
  • Um computador Apple, geralmente MacBook Pro.
  • Um caderno de anotações.
  • Um lápis.
  • Um copo de café.
  • Uma planta verde.

Enquanto li os itens, olhei pra minha mesa de trabalho, que estava mais ou menos assim:

  • PC desktop (da casa, quase não funciona mais :/)
  • Caderno de anotação
  • Canetas
  • Carta do banco + cartão
  • Livro jogado
  • Casaco pendurado no encosto da cadeira
  • Porta lápis com canetas coloridas
  • Copo de água
  • R$ 10
  • Fone de ouvido
  • Post-its e tags
  • Gnomo da sorte
  • Mouse + mouse pad

Então resolvi arrumar minha mesa para me enquadrar na mesa padrão de um minimalista segundo o questionamento do post do Tumblr:

Estereótipos minimalistas | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

  • MacBook
  • Lápis
  • Caderno
  • Caneca (Sem café, desculpa)
  • Planta verde

Eu poderia dizer que esta é a minha realidade. Que nunca tenho nada espalhado sobre a mesa. Que só possuo estes objetos. Mas isso não é real! Você pode ser minimalista do seu jeito. O caminho do minimalismo é o SEU caminho, não o dos outros. Jamais tente ser quem você não é. Seja você, aprenda a se amar, use os exemplos de vida/quarto/mesa dos outros, como inspiração. Adapte! Faça do seu jeito!

Não seja uma cópia, não tente comprar algo pra se enquadrar em um determinado grupo. Jamais perca sua essência para ser aceito. Busque o seu minimalismo. Inspire-se e aplique tudo o que for bom dentro de seus limites, suas possibilidades. Porque na verdade, não é o que está sobre sua mesa que importa, mas quem você é.

Livro: Madame Charme – Jennifer L. Scott

Livro Madame Charme | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

Hoje vou falar de mais um livro que acabei de ler: Madame Charme – Dicas de Estilo, Beleza e Comportamento que Aprendi em Paris, da californiana Jennifer L. Scott. Fiquei curiosa depois que a blogueira Amanda Inácio falou dele em seu blog e acabei o comprando em formato digital (Kindle). Pra falar a verdade, nunca me interessei por livros de moda, mas este me pareceu não se resumir apenas a isso e sim, sobre estilo de vida. Como acredito que podemos aprender com toda leitura que fazemos, vou contar um pouco sobre o que ele fala e o que pude aproveitar como inspiração relacionado ao tema minimalismo.

Madame Charme é um livro que conta os aprendizados de Jennifer, a própria autora, ao fazer um intercâmbio de seis meses em Paris. Apaixonada pela cultura francesa, ela narra de forma leve e descontraída o choque cultural que teve ao ser recebida por uma família tradicional parisiense. Com o fim de manter a privacidade da família, opta por chamá-la de “família Charme”, tendo como sua principal representante a Madame Charme, que lhe inspirou a repensar e a mudar alguns aspectos de sua vida.

Livro Madame Charme | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

Madame Charme é uma mulher elegante, discreta e que sabe aproveitar os pequenos prazeres da vida. No livro aprendemos um pouco sobre os hábitos saudáveis dos franceses de fazer exercícios físicos regularmente, de manter um guarda-roupas minimalista e alimentar-se bem em três refeições por dia.

O que me inspirou:

# Usar as melhores roupas. Temos o costume de comprar alguma peça de roupa e deixar para uma ocasião especial, andando muitas vezes com ar desleixado. Madame Charme não economizava suas roupas, pois para ela, todos os dias eram especiais. Nunca se sabe quem vamos encontrar pelo caminho ao sair ali rapidinho na esquina pra comprar um pão. Temos que nos arrumar para nós mesmos de forma que fiquemos satisfeitos e confortáveis.

# Ter um guarda-roupas com 10 peças boas. Quando Jennifer chegou na casa da família Charme, ficou assustada com o tamanho mínimo do guarda-roupas de seu quarto. Não caberia tudo ali. Aos poucos descobriu que ter 10 peças de boa qualidade e que combinam entre si é muito mais vantajoso que ter muitas de baixa qualidade e que não se completam, e com isso editou seus pertences e adquiriu apenas o que realmente favorecia sua beleza, combinava com sua personalidade e que possuía boa qualidade.

# Comer bem durante as refeições. A autora percebeu logo no primeiro dia que a família Charme não tinha o hábito de comer besteiras. Eles tinham o costume de fazer três refeições completas, sentados à mesa e com alimentos de boa qualidade, sem preocupações com calorias, gorduras entre outros. Os franceses apreciam um bom queijo, um bom vinho, frequentar um bom café e têm o cuidado na hora do preparo do alimento, sendo dedicados com cada ingrediente. Tanto o café da manhã quanto o almoço e o jantar fazem parte de um ritual nos quais todos sentam-se à mesa e se deliciam calmamente com a refeição. Sem tv ao mesmo tempo, sem distrações, pois é um momento sagrado. “Torne a TV uma coadjuvante na sala de estar, não a estrela principal”.

# Resistir ao novo materialismo. Se vamos sair pra comprar um objeto, compre apenas este objeto. Tudo o que compramos e não precisamos acaba se tornando bagunça. “Pode-se definir bagunça como qualquer coisa na sua casa que você não adore de fato. Bagunça também é o acúmulo de várias coisas que não pertencem a determinado lugar”. A ideia é simples, não compre o que não precisa só porque está em promoção ou é bonitinho. Se você não precisa, não há motivo algum pra levar pra casa.

Este livro me inspirou de várias formas. Claro que alguns pontos não me chamaram tanto a atenção, como a parte em que se fala da importância de se investir em bons produtos de cuidados com a pele, mas também ressalta a importância de sempre beber bastante água e, quando usar maquiagens, saber o que ressalta nossa beleza, de forma que pareça bem natural, sem exageros.

É um livro que recomendo a leitura tanto a homens quanto mulheres (o assunto não se limita ao universo feminino). À todos que buscam uma inspiração em relação ao modo de vida mais sofisticada e minimalista. Àqueles que concordam que gastando um pouco mais em determinado produto, podemos ter peças boas e duradouras, evitando gastos futuros. Pode não ser o pensamento de todos que aderem ao modo de vida minimalista, mas tenho certeza que cada leitor irá aproveitar diferentes pontos do livro.

Vocês já conheciam Madame Charme?

Feng Shui: Como limpar a casa

Feng Shui: como limpar a casa | Vida Minimalista #vidaminimalista

Não é necessário muito conhecimento pra saber que um ambiente sujo e bagunçado é prejudicial. Uma casa limpa, bem arejada e arrumada é fundamental pra nossa mente trabalhar bem naquilo que queremos no momento.

O acúmulo de sujeira nos cantos da casa, assim como móveis em excesso, atrapalhando a livre circulação e objetos quebrados contribuem pra estagnação de energia, que deve fluir naturalmente por todos os cômodos da casa. Estes são alguns ensinamentos do Feng Shui, que trabalha basicamente com as energias que nos são invisíveis, mas que contribuem para um ambiente com mais harmonia.

O final do ano está se aproximando e dezembro é o mês em que muitos se preocupam com listas de projetos para o ano que vem, preparativos para o Natal e a festa da virada do ano, e aproveitando o clima de mudanças e encerramento de ciclos, uma ótima sugestão é fazer uma boa faxina na casa. Aqui costumamos arrumar tudo, limpar e doar o que não precisamos mais nesse período de festas, é um momento simbólico mas ótimo pra renovarmos as energias.

Comece aos poucos, um cômodo de cada vez, ou uma gaveta por dia. Comece guardando no lugar correto aquilo que está fora do lugar, sob seus olhos. Separe uma caixa perto da porta e durante os dias, deposite ali o que você encontrou pela casa que não tem mais utilidade pra você. Se não sabe por onde começar, comece por pequenos atos, pequenos objetos. O importante é definir um ponto de partida.

Pegue uma vassoura, limpe seu quarto. Passe um pano úmido nas prateleiras. Tem muitos enfeites velhos? Por que não renová-los? Será que um porta-retratos no lugar daquele enfeite que você ganhou em uma festa de 15 anos não ficaria mais bonito? Mude! Tire os móveis do lugar. Faça a energia circular, aos poucos você vai começar a sentir a diferença. Você pode ter uma “casa nova” sem precisar gastar, apenas mudando a decoração e a posição dos móveis.

Troque a roupa de cama. Abra as janelas e deixe o sol entrar. Remova as teias de aranha que estão naquele canto do teto. Faça uma limpeza na geladeira. Tem muitos legumes esquecidos na gaveta? Que tal uma sopão?

Vamos sair da inércia, aproveitar o clima do final de um ciclo pra também abandonarmos o que não se encaixa mais em nossas vidas. Depois, apenas relaxe. Medite. Experimente a sensação de um ambiente calmo, tranquilo e limpo. Tenho certeza que após mudar o ambiente, você também se sentirá renovado.