A moda da depressão no Facebook

Com a enxurrada de páginas a serem curtidas no Facebook, eis que surgiu uma moda um tanto estranha: a depressão. Biologia da depressão, jornalismo da depressão, academia da depressão, o diabo a quatro da depressão. Mas afinal, por quê isso? Tudo bem, sei que atualmente um espirro pode virar um meme e qualquer fato pode se espalhar em uma proporção geométrica, mas a moda do depressivo parece ter feito sucesso. Criado com o intuito de criticar alguma vertente, o termo qualquer-coisa-da-depressão acabou tornando um grande ponto de encontro de pessoas que possuem alguma atividade em comum.

Muito criticado atualmente, o Orkut já possuía, em suas comunidades, essa característica de reunir pessoas com os mesmos interesses. Já com o Facebook, no qual há uma grande diferença entre seus grupos, até pelo formato e superficialidade das discussões, parece que o xxx da depressão surgiu como uma forma de suprir o que o velho Orkut provia, que era o de categorizar pessoas de acordo com suas comunidades, transferidas agora para as tão famosas – e estranhas – depressões. Estuda Educação Física? Há a página da Educação Física da Depressão. É Médico? Advogado? Planta chuchu na varanda? Pode procurar que certamente há uma depressão esperando por você.

Sim, é algo estranho, meio sem noção. E é no meio dos milhões de depressivos que continuamos a orkutizar o Facebook, cada vez entupindo mais a timeline dos coleguinhas com piadas que não provocam mais que um sorriso no canto da boca. Ou eu é que estou ficando velha demais.

#Depressiva

Windows 3.1, MS-DOS e afins…

Quem passou dos 25 anos com certeza irá se identificar com o post de hoje. Vamos relembrar um pouquinho da revolução tecnológica que vivemos no início do século XXI? Então vamos lá, por partes…
O primeiro computador que tive, ganhei do meu avô. Enquanto na minha escola tínhamos aulas de informática no famoso IBM 386, meu avô me presenteou com o revolucionário 486, com o chip Pentium Pro. A ansiedade em chegar o dia de ir buscá-lo na loja era tanta que arrumei meu quarto separando o cantinho dele com dias de antecedência. Lembro-me que a minha maior diversão era digitar vários textos que eu tinha escrito à mão como poesias e diário, além de jogar campo minado e desenhar no Paint Shop. Tudo isso salvando nos disquetes de 8 polegadas, que cabiam alguns aquivos em .jpg e em .txt, geralmente trabalhinhos toscos feitos nas aulas de informática da escola. Após fazer um upgrade de memória RAM de 16 pra 48Mb, meu 486 ficou mais veloz e mais furioso, super “tunado”.
Com o tempo a tecnologia foi avançando, e tive meu segundo computador, um Pentium 2, e o melhor dele era que vinha com um HD de 1Gb e memória RAM de 256 Mb. Nunca estive tão feliz, pois poderia usar meus disquetes coloridos e menores, migrar do Windows 3.1 pro 95 e instalar vários jogos radicais que trocava com meus amigos por disquete. Já falei que o Windows 95 tinha 14 disquetes de instalação + disquete de boot? 
Depois veio o advento do CD-ROM e a placa de som Sound Blaster, que quando comprei veio de brinde o jogo do Twinsen’s Odyssey, que zerei (Could you help me treat my injured Dinofly?) e finalmente, o modem 56K!
Aí que começou a brincadeira. Como sempre fui meio geek, eu mesma instalava todos os programas e hardwares do meu computador. Às vezes passava o dia pra configurar a placa de som, ou fazer reconhecer o modem. Meu primeiro provedor foi o Rio Link, no qual tive minha primeira conta de email antes do Bol. Veio então a moda das salas de bate-papo e eu ficava com minha prima Michelle (que já morava comigo) esperando dar meia noite pra conectar e pagar só um pulso de ligação telefônica. Após 20 tentativas, ouvia-se o barulhinho diferente do modem, e bingo! Conseguíamos conectar. Após diversos sons extraterrestres vindo da CPU, estávamos prontos para fazer o login na página do provedor, e então a diversão estava garantida em slow motion.
A partir daí ninguém me segurava mais com minhas nerdices. Com a chegada do Velox (ou Lerdox) fiz página pessoal no kit.net, site dos Cavaleiros do Zodíaco (fui a primeira mulher da América Latina a fazer um site do anime, segundo a revista Heróis) e depois tive meu primeiro blog. Passei pelo Blig, Blogger.com.br e acabei sossegando no finado Weblogger, no qual fiquei por muitos anos com o endereço “Quem não tem cão”, que me acompanhou por diversos momentos, desde a fase Hello Kitty com gifs glitterinados piscando e cursor de florzinha até layouts pretos pra combinar com minha fase grunge (Bons tempos de banda Half Way do meu namorado na época). Também ficava horas no mIRC apesar de achar um saco (oi, gatinha, quer tc?), pois preferia o ICQ.
Esse foi um pequeno resumo sobre minha vida digital, mas ainda tinha muito a contar. Quem sabe num outro post? 
Com isso quero deixar um convite pra vocês, leitores blogueiros a contarem em seus blogs como foi o início das suas vidas computadorizadas. Quem quiser participar basta deixar aqui nos comentários o link do blog, que farei uma lista abaixo com o nome e o link dos participantes. Então, quem aceita o desafio?
Abraços em todos! 
Em tempo: Esse post vai ser diversão garantida pros meus netos num futuro distante…

Vida sem papel – paperless

Muito se tem discutido em relação à substituição do papel por conteúdo digital. É certo que vivemos em uma era de transição, onde ainda precisamos do suporte físico pra livros, contas, boletos e extratos, mas já há pessoas que estão no desafio de viver apenas com documentos digitais.

A UFSC lançou uma campanha bacana que visa racionar o uso do papel na instituição. Com o intuito de economizar recursos naturais e agilizar os processos administrativos, o reitor anunciou no dia 18 de Outubro de 2010 a digitalização de todos os documentos e processos da universidade.

Para o blogueiro Radamés, viver sem papel não é fácil, mas com certeza um ato ecológico. Ele apóia a iniciativa de algumas empresas em enviar documentos em forma digital, e espera que um dia a assinatura on-line de um jornal passe a ser preferencial.

No meu caso, estou no processo de digitalizar todos os textos da faculdade. Para minha sorte, muitos livros que os professores recomendam se encontram em domínio público, podendo ser baixados da internet ao invés de comprá-los, o que gastaria dinheiro e seriam mais uma tralha dentro de casa pois geralmente lemos uma só vez e deixamos na prateleira empoeirando. Porém, nem sempre temos o livro digitalizado em PDF, e acabo tendo que recorrer à livraria. Quando isso acontece, prefiro pesquisar num sebo ou pelo site Estante Virtual. Comprando usado dou a chance daquele material ser aproveitado mais vezes, e quando não preciso mais, tenho maior desprendimento em passar adiante do que um livro novo lido apenas uma vez. Mantenho apenas um resumo deles em forma de mapas mentais.

Porém, meu maior desafio é, sem dúvida, as milhares de cópias que precisamos tirar para as aulas. Na faculdade trabalhamos com a seguinte proposta: A cada final de aula, o professor disponibiliza um texto na xerox para que possamos fazer a cópia e ler em casa pra próxima semana. Resultado: Filas quilométricas na porta da copiadora, muito dinheiro gasto (levando em consideração que todo dia temos cópias a tirar) e muito papel guardado em casa sem utilidade. Se formos pensar que por dia copiamos 10 folhas de papel, minha turma de 30 alunos gasta 300 folhas, ou seja, mais de uma resma de 500 folhas a cada dois dias,  o que daria… uma árvore em menos de 40 dias. (Cada árvore gera 20 resmas de papel). Isso calculando por baixo, e apenas em uma turma…

O que fazer? No meu caso escaneio os textos e tento doar a algum aluno que ainda não fez a cópia, e pego alguns textos de amigos que já leram pra digitalizar, mas não é o suficiente. Sinto falta de uma iniciativa por parte dos próprios professores. Se seus textos são digitados, impressos e disponibilizados para os alunos copiarem, por quê não enviá-los também por email?

Nós, seres humanos, ainda temos o hábito de gastar, consumir, armazenar, e para que possamos viver melhor e em “acordo” com o planeta em que vivemos, é essencial que mudemos nossos hábitos. Primeiro precisamos da conscientização, e depois, da ação. Apenas reduzindo nosso consumo em geral, podemos nos tornar grandes colaboradores para a preservação do meio ambiente.

E você? Como lida com os papeis? Vamos reduzir?