Postcrossing: Mais cartões postais

Eu já falei aqui sobre o Postcrossing, que é um site de troca de cartões postais do mundo inteiro. Eu comecei a trocar cartões (e cartas) aos meus 17 anos mas acabei perdendo o contato quando fui morar em São Paulo. Ano passado reencontrei o site, completamente reformulado e me animei a voltar ao troca-troca.

Hoje, entrando no clima de início de segundo semestre, vou mostrar a vocês os cartões que recebi do início de 2013 até agora. Não são muitos, pois também não tenho tido muito tempo pra enviar, mas são lindos. Olhem o meu mapa, que mostra todos os enviados e recebidos!

 

Pra minha surpresa, como no meu perfil do Postcrossing falo que estou aprendendo russo, um dos postais veio todo escrito nessa língua. A diferença é que estou aprendendo em letras de forma e como a menina escreveu em letra cursiva (que tem o alfabeto um pouco diferente), entendi apenas algumas coisas. Mas não tem problema, vou mostrar pro meu amigo russo e em breve saberei o que ela escreveu. 🙂

Vamos às fotos?

Não decifrei…

Tampei meu endereço 😉

 

Meu nome em Mandarim ♥

Em russo *-*

Revelei: Fotografias analógicas

Fui testar uma câmera bem antiga e comprei o filme mais barato que tinha e pra minha surpresa, era justamente o de 36 poses. Enrolei anos-luz pra conseguir clicar tudo, sem saber se estava saindo alguma coisa ou até mesmo se o filme estava rolando. Imaginem só, acabar com um filme inteiro de 36 poses e depois descobrir que ele continuou enrolado sem sair do lugar?

Quando acabou, decidi revelar logo, mas ao rebobinar manualmente, ele parecia preso. Mais um mistério da câmera, e aí já pensei que nenhuma foto sairia mesmo. Como ela é muito pesada, adiei todas as vezes em que ia na Praça Saens Pena, pois não queria carregar o peso da câmera por aí, até que semana passada, como fui de carro, decidi finalmente leva-la em um laboratório muito bom. O problema da câmera era que estava emperrando na hora de rebobinar e o funcionário foi muito bacana comigo retirando o filme. Peguei o pacote das fotos na última sexta-feira e pra minha surpresa, todas as fotos saíram.

Claro que a qualidade não é perfeita, a maioria saiu bem escura (e não entendi, já que usei a abertura máxima de f/1.4 em praticamente todas as fotos) mas gostei do resultado no geral. Por ironia, as fotos mais bonitas foram as do Freddy. Não, não o chamei de feio.

Dormir pra quê?

E aí eu percebo o quanto estou atarefada e correndo contra o tempo. Dormir pra quê, se eu tenho duas revistas a serem enviadas pra gráfica para trabalhos de fotojornalismo e Editoração Eletrônica? Apresentação de Cultura galega a ser feita, prova de Latim, trabalho de Inglês, livro a ser escrito, projetos, projetos e mais projetos.E quanto mais me envolvo, mais quero aprender, saber, descobrir.

Entro em uma biblioteca gigante e tudo o que penso é que precisarei de várias vidas para ler tudo o que tenho vontade. O gato teria mais sorte que eu, caso aprendesse leitura dinâmica. Preciso ser seletiva num mundo com pressa. Num mundo no qual despejam em mim conteúdos, abrem-me as portas mas se esquecem de que só posso escolher uma ou duas no máximo.

Corro contra o tempo a fim de dar conta de tudo, de fazer o melhor, de agradar a todos mas no final ser veterinária editora de vídeo quase jornalista apaixonada por letras causa uma confusão mental. Nos outros, não em mim. Porque assim sou eu. Plural. E enquanto degusto um marshmallow derretido no fogão da cozinha – porque esqueci-me da dieta – penso, com os olhos pesados de sono, que preciso fazer algo por esse blog.

Cultura? Curiosidades? Viagens? Línguas?

Não sei o que meus leitores buscam aqui, mas depois de muito pensar, rabiscar, rasgar papeis matutando sobre o que poderia ser o foco desse meu espaço, optei pela autenticidade. Eu sou assim, multifacetada, busco conhecimentos nas mais variadas áreas e minha sede de aprender mais tocou como um despertador estridente, me fazendo pular da cama e decidindo escrever.

Cada dia aprendo algo novo e é isso que pretendo compartilhar com vocês. Meu mundo não é segmentado, minha vida não se resume a um nicho específico e foi a partir desse pensamento, sobre minha autenticidade, que chutei o balde e decidi ser apenas eu. Sejam bem vindos ao que eu sou, espero de verdade que gostem desse meu espaço e que tenham paciência de “ouvir” meus devaneios.