Limpe sua mesa

Limpe sua mesa - Vida Minimalista por Camile Carvalho

Sempre que vamos dar início a algo importante em nossas vidas é preciso que estejamos preparados. Seja um novo projeto de vida, um novo negócio ou simplesmente estudar para uma prova, é fundamental que cuidemos para que o ambiente esteja propício para que haja o mínimo de interferências possíveis.

Quantas vezes não somos impulsivos, tomamos alguma decisão precipitada sem antes refletir, sem antes ponderar e organizar o “terreno” para que tudo dê certo? A preparação para qualquer decisão ou ação que vamos tomar é fundamental. É através dela que podemos meditar sobre todos os passos que devemos tomar e encontrar o melhor caminho para que possamos ter sucesso em nossos empreendimentos.

Limpar a mesa“, neste sentido, significa preparar o terreno para algo novo, eliminar distrações e o que não nos serve no momento. Limpar a mesa diz respeito a virar a página, a desapegar e a começar a escrever em uma nova página em branco, sem resquícios de problemas passados.

Limpar a mesa é um conselho que dou a todos que se queixam de sobrecarga emocional e que precisam tomar decisões importantes no momento. Quem nunca sentou-se pra trabalhar em uma mesa bagunçada e não conseguiu produzir nada devido às distrações e à bagunça no local? Não apenas uma mesa de escritório precisa ser limpa, mas também nossa mente.

Quando não limpamos nossa mesa antes de começarmos o dia ou uma nova fase de nossas vidas, a sujeira e bagunça anterior certamente deixará nossa visão turva e a mente confusa. Portanto, aproveite hoje mesmo para limpar sua mesa, seja ela física ou emocional. Não deixe que resíduos atrapalhem seu caminho e sinta a energia da criatividade fluir em meio a um ambiente limpo, tranquilo e sereno.

E você, já limpou sua mesa hoje?

Organizando a vida

É sempre assim: percebemos que estamos desorganizados, então pegamos papel e caneta, escrevemos listas, catamos os papeis espalhados pela mesa e jogamos o lixo fora. Planejamos meia dúzia de tarefas pendentes e pronto, tudo parece mais claro e organizado. Mas será que essas ações realmente mudaram nossas vidas ou apenas agiu de forma superficial e temporária?

Tenho passado por algumas mudanças. A impressão é que entrei em um redemoinho e que tudo o que estava ali, firme, começou a voar sobre minha cabeça desestruturando tudo o que eu achava que estava fixo. E isso é, diga-se de passagem, extremamente bom, pois eu realmente adoro mudanças.

No entanto, tais mudanças me fizeram perceber o quanto eu estava desorganizada. Precisando de alguns documentos, recorri às pastas nas quais continham desde o diploma de Medicina Veterinária até boletos pagos de cursos avulsos. Uma bagunça. No meio de tudo, tive a surpresa de encontrar minha certidão de nascimento, a qual sabia que estava por ali, em algum canto obscuro da tal pasta amarela. Foi o ponto crítico para decidir por uma mudança mais séria: organizar minha vida de uma forma mais profunda.

Chega de empilhar papeis sobre a mesa. De passar um paninho na prateleira dos livros. De colocar meus brincos e pulseiras nas caixinhas. O que preciso agora é organizar cada item que faz parte de quem sou. Cada papel. Cada certificado. Cada diploma. Preciso começar do zero, organizar meus documentos, certidões, carteira de trabalho, título de eleitor. Não apenas deixá-los em uma pasta jogada no fundo do armário.

Muitas vezes organizamos o que está sob nossa visão. O que está aparente, sobre as superfícies dos nossos quartos, sala, cozinha e esquecemos daquilo tudo que juntamos sem critério e entulhamos em um único canto, longe do nosso campo. Está na hora de revolver aquelas energias estagnadas, aquela bagunça que deixamos pra arrumar depois-um-dia-quem-sabe. Pra quando tivermos paciência. Mas a verdade é que nada ficará realmente organizado se não começamos pelo caos mais profundo.

Vamos deixar um pouco a superfície de lado e atacar de uma vez aquela bagunça que sempre deixamos pra depois? Afinal, de nada adianta continuarmos passando pano na mesa se por baixo do tapete a situação está crítica.

Simplesmente desacelere

Simplesmente desacelere - Vida Minimalista

É certo que sempre temos aquele momento da vida em que tudo parece confuso, no qual temos que tomar algumas decisões importantes e que um passo errado pode colocar tudo a perder.

Quando estou vivenciando esse tipo de momento, costumo pisar no freio e simplesmente desacelerar. Apesar de ter um comportamento um tanto impulsivo, estou aprendendo bastante como refletir, pensar duas, três, dez vezes antes de tomar uma decisão, e foi o que fiz na última semana.

Após tomar a decisão de desacelerar, desconectar e voltar ao “mundo real“, tudo pareceu fluir naturalmente. O que antes pareciam pequenos obstáculos, foram resolvendo aos poucos. O que antes parecia obscuro, se iluminou, e assim pude enxergar mais adiante, abandonando velhos planos que já não estavam mais em sintonia, abrindo espaço para novas ideias.

Quando se sentirem desmotivados, cansados e sem perspectiva, apenas desacelerem. Peguem a estrada, caminhem pela rua ou sentem na areia da praia e observem o mar. Esvaziar a mente pode parecer algo sem importância, mas apenas conseguimos refletir sobre nossas vidas quando silenciamos todos os ruídos, tanto externos, quanto os que nossa própria mente produz.

E vocês, o que costumam fazer quando a mente parece transbordar de pensamentos confusos?

Milarepa e o Desapego: Livre do Sofrimento

Milarepa e o Desapego: Livre do Sofrimento - Vida Minimalista

Livre do Sofrimento
“Não tenho qualquer desejo por posses nem riqueza, e por isso não tenho nada.
Não tenho a experiência do sofrimento inicial de ter de acumular bens,
do sofrimento intermediário de ter de guardar e manter as posses,
nem do sofrimento final de perder tudo que adquiri. Isso é uma coisa maravilhosa.” – Milarepa

Jetsün Milarepa foi um poeta tibetano e iogue budista que viveu aproximadamente entre os anos 1052 a 1135. É conhecido – entre outros feitos – pelos seus pensamentos sobre desapego e altruísmo, e o poema acima foi uma sugestão publicada no grupo Vida Minimalista (Facebook). Que a mensagem de Milarepa inspire também a outros leitores que buscam uma vida mais simples e desapegada do materialismo a cada dia.

Como ter uma vida online saudável?

Como ter uma vida online saudável - por Camile Carvalho

É sempre assim; uma nova rede social surge e rapidamente corremos para criar um novo cadastro. Não queremos ficar de fora, já que todos os nossos amigos já estão interagindo e acabamos com um saldo de mais um cadastro online de mais uma rede social que promete felicidade, entretenimento e interação. Aos poucos nossos emails se enchem de mensagens indesejadas, nossa exposição online aumenta e ficamos sobrecarregados com tantas presenças virtuais com as quais temos que lidar. Alguém se identifica?

Mas será que toda essa ansiedade por criar logo um novo cadastro é positivo? A não ser que sejamos uma pessoa pública ou que trabalhemos diretamente com mídias sociais, o excesso de exposição pode não ser tão bom assim. É certo que queremos compartilhar com o mundo nossas opiniões, debater sobre assuntos que nos interessam e também fazer parte de grupos com os quais nos identificamos, e acabamos querendo nos expor a fim de mostrar nossa personalidade para fazermos parte da grande rede.

Com um pouco de equilíbrio podemos tomar algumas atitudes para que não fiquemos tão expostos na internet mas sem deixar de usufruir dos pontos positivos de cada rede social. Quando refletimos sobre nossa presença online podemos reduzir nossa necessidade de onipresença ao mesmo tempo em que conseguimos aproveitar melhor os recursos que cada site oferece. A seguir vou apresentar a vocês algumas medidas que estou tomando para melhorar minha presença online sem ficar sobrecarregada.

Quem você quer ser online?

Vamos admitir, não somos totalmente transparentes na internet (e nem devemos). Alguns assuntos são pessoais e não precisam ser compartilhados. Se você tem um blog, mesmo que seja pessoal, há uma certa barreira entre quem você é por trás da tela e quem é aquela pessoa representada por um avatar. Não é que devamos ser falsos ou mostrarmos uma pessoa que não somos, mas sermos objetivos. Se deseja ter um foco, tome o cuidado para padronizar suas redes sociais reforçando suas principais características relacionadas ao que você deseja na web.

Redes Sociais e a privacidade

Uma verdade seja dita: a maioria das redes sociais possui opções de controle de privacidade. O Facebook, por exemplo, pode ser configurado desde total exposição (mostrando posts, fotos, comentários e amigos de forma pública) até total privacidade, deixando tudo no modo privado apenas para amigos, ou para uma determinada lista de amigos.

Se você não deseja que ninguém saiba seu email ou telefone, simplesmente não cadastre. Eu sigo a regra de “o que não quero jamais que ninguém saiba da minha vida, jamais publico na web” (embora eu não tenha nada de tão grave!). Muitos reclamam sobre a privacidade do telefone celular, por exemplo, mas basta não cadastrá-lo. Outras redes, como o Twitter e Instagram permitem que apenas usuários adicionados vejam as postagens, aumentando assim a privacidade do usuário.

Redes Sociais e inúmeros cadastros

Se você já perdeu a conta de quantas redes sociais está presente, faça uma lista daquelas que lembra e exclua seus perfis das que não usa. Fiz isso há alguns meses e mesmo assim hoje ainda sinto que preciso reduzir ainda mais minha presença online (que se encontra um pouco espalhada). Não dá para aproveitar bem todos os recursos de uma rede social se temos diferentes perfis, um para cada finalidade.

Dica: Algumas redes sociais não permitem a exclusão do perfil, então caso não queira mais utilizá-la, altere o nome, email e os dados que forem necessários e salve. Mude ou remova o avatar e você não será mais encontrado naquele site.

Administrando emails

Já comentei sobre como lido com emails, mas não custa repetir. Tenho dois emails, um apenas destinado a cadastros (e assim fica mais fácil quando preciso excluir uma conta e não lembro a senha) e um email pessoal/profissional. Peguei meu email “camilemusica”, bem antigo, para deixar apenas para cadastros em todas as redes sociais e mantive o “camilejornalista@gmail.com” para contatos profissionais e pessoais, além de ter configurado o email do blog para receber em uma pasta específica dentro dele. Não me preocupo com o que chega no email antigo, de vez em quando acesso apenas para remover spam.

Desconhecidos: adicionar ou não?

Por um tempo resolvi remover todos os desconhecidos do meu Facebook. Senti que ficou bem mais leve, apenas com pessoas próximas e mais seguro com postagens apenas para amigos. Quem estava de fora não conseguia ler o que eu postava nem ver minhas fotografias, mas pensando melhor, resolvi aceitar as dezenas de solicitações que estavam pendentes, já que optei por manter meu perfil público. Como tenho um blog e muitos leitores gostam desse contato com quem escreve e nunca publiquei nada muito pessoal, tomei esta decisão. Não fazia muito sentido eu ter um blog pessoal no qual compartilhava inúmeras fotografias do meu dia-a-dia e trancar as mesmas fotos em um álbum privado no meu Facebook.

Se você deseja ter em sua rede social apenas amigos, sabe que terá mais liberdade de escrever aquela sua opinião polêmica, mas caso tenha um perfil público, talvez seja bom rever se aquela foto com amigos bêbados na festa não causará problemas profissionais. Pensar duas vezes no que iremos publicar online é fundamental, lembre-se que uma vez na web, dificilmente será excluído.

Onde estou?

Outra decisão que tomei foi a de remover aplicativos vinculados à localização. Por um tempo usei o Foursquare (muito bom para encontrar novos restaurantes ou locais para diversão) mas me vi fazendo check-in a cada visita à mesma livraria, no mesmo shopping e no mesmo café, quando me perguntei quem realmente quer saber onde estou? Será que essa exposição é útil para alguém? O que me interessa onde o amigo A ou B está? Não pensei duas vezes e apaguei o aplicativo. Foi legal, testei por um tempo mas decidi por não usar algo que não faz tanto sentido (para mim). Também desativei o serviço de localização do Facebook e Twitter (mas de vez em quando aparece por acaso que estou no Rio de Janeiro). A não ser que eu esteja viajando e queira publicar alguma foto de um ponto turístico, não faz sentido todos saberem o tempo todo que eu estou na mesma cidade em que sempre vivi.

Estas são algumas medidas que tomei quanto à redução da minha presença online e controle de privacidade. Ainda há muito a ser configurado, redes sociais excluídas e cada vez mais concentrar minha energia em poucos – mas seletos – objetivos na web.

E vocês? Têm muitos perfis espalhados pela vasta web? Como fazem para cuidar da privacidade frente à exposição a qual somos impulsionados com diversos aplicativos de compartilhamento?