Vamos usar todas as nossas roupas?

Vamos usar todas as nossas roupas? | Vida Minimalista

Eu sempre tive um guarda-roupas bem aleatório. Com roupas de frio, estampas coloridas, sapatos que nem sabia que tinha e diversos vestidos. Mas nem tudo combinava entre si, então decidi, aos poucos, me desapegar das roupas que não combinavam tanto com minha personalidade, roupas que não cabiam direito em mim, roupas que não caiam bem em meu corpo e aquelas que não combinavam com nenhuma peça que eu já tinha.

Não foi (nem está sendo) um processo fácil, pois preferi me desfazer aos poucos do que eu não queria mais e comprar, em pequenas etapas, roupas que complementariam meu guarda-roupa.

O primeiro processo pra montá-lo foi descobrir como eu gostaria de me apresentar ao mundo. Não adianta eu tentar ressaltar uma qualidade minha se o tipo de roupa que visto não condiz com nossos desejos. Não é que devamos nos apegar completamente à roupa em detrimento de nossa personalidade, mas sim, tentar valorizar quem somos através da nossa imagem pessoal.

Descobri que tons cinzas, pretos e brancos combinam bem comigo e me trazem uma imagem de maior sobriedade. Coloridos não combinam tão bem comigo, até tentei usar roupas coloridas durante algumas semanas de março, mas não gostei muito do resultado. Assim, descobrindo o que fica bem e o que não fica, foi o momento de selecionar melhor o que iria usar no meu dia-a-dia.

Outra decisão que tomei foi de usar minhas melhores roupas, mesmo que seja pra assistir uma aula na faculdade. Todo evento da minha vida é importante e não há motivo pra me vestir mal em alguns e bem em outros. Com este pensamento, tirei a poeira de botas que quase nunca usava por não ter uma situação ideal. Coloquei em uso aquela bolsa esquecida no guarda-roupa e passei a usar aquela blusa que guardava para um dia especial.

Eu mereço usar o melhor que tenho, pois minha vida está acontecendo agora. É o hoje que importa e não o amanhã, quem sabe. É hoje que vou me vestir bem e que vou me olhar no espelho e gostar da imagem ali refletida. A partir de hoje não deixarei mais nada guardado no fundo do armário, pois quem usará, afinal, minhas botas escondidas naquela caixa no fundo do armário?

E vocês, usam todas as roupas que têm ou esperam um momento ideal pra usá-las?

Coleta Mental: anote tudo o que está pendente

Coleta Mental: anote tudo o que está pendente | Vida Minimalista #camilando

Enfim, hoje é domingo, dia de planejar a semana que está por vir, e pra ajudar àqueles que são totalmente desorganizados, vou dar uma dica simples, porém efetiva, que é apenas uma parte de todo um sistema de organização chamado GTD (Getting Things Done, ou Fazendo Acontecer), de David Allen:

Anote tudo.

Ter um caderninho de anotações por perto (ou um simples aplicativo no celular) pode ajudar e muito na hora de lembrarmos pensamentos e atividades importantes a serem feitas durante a coleta mental.

Nosso cérebro funciona de uma forma curiosa: quando queremos algo ou nos lembramos de algum compromisso, ele faz questão de sinalizar o tempo todo que temos algo pendente a ser resolvido. Agora, imagine quantas pendências você tem, quantas ideias geniais já pensou durante o dia e tudo o que te pediram pra fazer, e que não depende completamente de seu esforço? Some tudo e pense em como o sistema de notificações do seu cérebro fica sobrecarregado de tanta coisa a ser lembrada. Imaginou? É claro que falhas podem acontecer, te fazendo esquecer da vacina do cachorro ou daquela ideia brilhante que teve para seu projeto durante o almoço.

A ideia de anotar tudo faz com que você estabeleça um local seguro no qual tudo o que vier em mente fique anotado ali. Assim, não sobrecarregamos nosso cérebro e nem ativamos o “sistema de alerta” constantemente, o que nos faz perder a concentração quando estamos trabalhando em uma outra atividade.

Se você não tem ainda um local para anotar tudo o que vem em sua mente, providencie um o quanto antes. Sente em um local confortável e reserve pelo menos 20 minutos para fazer a coleta mental escrevendo tudo o que você tem que resolver, gostaria de fazer, precisa/gostaria de comprar, precisa entregar, sonha em realizar e o que mais surgir em seus pensamentos. Quanto mais itens escrever, melhor!

Aproveite seu final de domingo para fazer essa coleta mental e liberar sua mente sem os sinais de alerta incomodando a cada momento. Você vai perceber como essa tarefa traz uma sensação de controle, mesmo que não tenhamos resolvido nenhum dos itens pendentes. O primeiro passo para libertar a mente de tantos compromissos, é dar conta da quantidade de pendências que temos.

E você, usa algum caderninho ou aplicativo no celular para fazer a coleta mental? Compartilhe comigo!

Os estereótipos minimalistas

É verdade que quando conheci o minimalismo, me inspirei com fotos de ambientes limpos, claros e com poucos objetos. Aquela mesa de trabalho sem papel nenhum me fazia imaginar que eu seria muito mais produtiva se trabalhasse e estudasse em um ambiente igual. Mas nem sempre nossa realidade é como mostrada nas fotografias. E aí entra a questão do estereótipo: será que, como regra para ser minimalista, devemos ter um ambiente com quase nenhum objeto? Uma mesa com quase nada em cima? Será que não estamos seguindo também um padrão pré-determinado sem pensarmos em nossas realidades e necessidades individuais?

Tudo bem que eu sei que muitos possuem um ambiente assim (eu acho lindo e super inspirador, às vezes faço minhas arrumações e deixo tudo clean) mas confesso que fiquei pensativa com uma postagem de um Tumblr que acompanho (Minimalismo) que fez um questionamento:

Why a minimalist desk is always like this ?

  • A desk and chair, usually white.
  • An Apple computer, usually MacBook Pro.
  • A writing notebook.
  • A pencil.
  • A coffee cup.
  • A green plant.

Remark: usually no charger connected.

Traduzindo:
Por que uma mesa minimalista é sempre desse jeito?

  • Uma mesa e uma cadeira, geralmente branca.
  • Um computador Apple, geralmente MacBook Pro.
  • Um caderno de anotações.
  • Um lápis.
  • Um copo de café.
  • Uma planta verde.

Enquanto li os itens, olhei pra minha mesa de trabalho, que estava mais ou menos assim:

  • PC desktop (da casa, quase não funciona mais :/)
  • Caderno de anotação
  • Canetas
  • Carta do banco + cartão
  • Livro jogado
  • Casaco pendurado no encosto da cadeira
  • Porta lápis com canetas coloridas
  • Copo de água
  • R$ 10
  • Fone de ouvido
  • Post-its e tags
  • Gnomo da sorte
  • Mouse + mouse pad

Então resolvi arrumar minha mesa para me enquadrar na mesa padrão de um minimalista segundo o questionamento do post do Tumblr:

Estereótipos minimalistas | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

  • MacBook
  • Lápis
  • Caderno
  • Caneca (Sem café, desculpa)
  • Planta verde

Eu poderia dizer que esta é a minha realidade. Que nunca tenho nada espalhado sobre a mesa. Que só possuo estes objetos. Mas isso não é real! Você pode ser minimalista do seu jeito. O caminho do minimalismo é o SEU caminho, não o dos outros. Jamais tente ser quem você não é. Seja você, aprenda a se amar, use os exemplos de vida/quarto/mesa dos outros, como inspiração. Adapte! Faça do seu jeito!

Não seja uma cópia, não tente comprar algo pra se enquadrar em um determinado grupo. Jamais perca sua essência para ser aceito. Busque o seu minimalismo. Inspire-se e aplique tudo o que for bom dentro de seus limites, suas possibilidades. Porque na verdade, não é o que está sobre sua mesa que importa, mas quem você é.