Revelei: Fotografias analógicas

Fui testar uma câmera bem antiga e comprei o filme mais barato que tinha e pra minha surpresa, era justamente o de 36 poses. Enrolei anos-luz pra conseguir clicar tudo, sem saber se estava saindo alguma coisa ou até mesmo se o filme estava rolando. Imaginem só, acabar com um filme inteiro de 36 poses e depois descobrir que ele continuou enrolado sem sair do lugar?

Quando acabou, decidi revelar logo, mas ao rebobinar manualmente, ele parecia preso. Mais um mistério da câmera, e aí já pensei que nenhuma foto sairia mesmo. Como ela é muito pesada, adiei todas as vezes em que ia na Praça Saens Pena, pois não queria carregar o peso da câmera por aí, até que semana passada, como fui de carro, decidi finalmente leva-la em um laboratório muito bom. O problema da câmera era que estava emperrando na hora de rebobinar e o funcionário foi muito bacana comigo retirando o filme. Peguei o pacote das fotos na última sexta-feira e pra minha surpresa, todas as fotos saíram.

Claro que a qualidade não é perfeita, a maioria saiu bem escura (e não entendi, já que usei a abertura máxima de f/1.4 em praticamente todas as fotos) mas gostei do resultado no geral. Por ironia, as fotos mais bonitas foram as do Freddy. Não, não o chamei de feio.

Dormir pra quê?

E aí eu percebo o quanto estou atarefada e correndo contra o tempo. Dormir pra quê, se eu tenho duas revistas a serem enviadas pra gráfica para trabalhos de fotojornalismo e Editoração Eletrônica? Apresentação de Cultura galega a ser feita, prova de Latim, trabalho de Inglês, livro a ser escrito, projetos, projetos e mais projetos.E quanto mais me envolvo, mais quero aprender, saber, descobrir.

Entro em uma biblioteca gigante e tudo o que penso é que precisarei de várias vidas para ler tudo o que tenho vontade. O gato teria mais sorte que eu, caso aprendesse leitura dinâmica. Preciso ser seletiva num mundo com pressa. Num mundo no qual despejam em mim conteúdos, abrem-me as portas mas se esquecem de que só posso escolher uma ou duas no máximo.

Corro contra o tempo a fim de dar conta de tudo, de fazer o melhor, de agradar a todos mas no final ser veterinária editora de vídeo quase jornalista apaixonada por letras causa uma confusão mental. Nos outros, não em mim. Porque assim sou eu. Plural. E enquanto degusto um marshmallow derretido no fogão da cozinha – porque esqueci-me da dieta – penso, com os olhos pesados de sono, que preciso fazer algo por esse blog.

Cultura? Curiosidades? Viagens? Línguas?

Não sei o que meus leitores buscam aqui, mas depois de muito pensar, rabiscar, rasgar papeis matutando sobre o que poderia ser o foco desse meu espaço, optei pela autenticidade. Eu sou assim, multifacetada, busco conhecimentos nas mais variadas áreas e minha sede de aprender mais tocou como um despertador estridente, me fazendo pular da cama e decidindo escrever.

Cada dia aprendo algo novo e é isso que pretendo compartilhar com vocês. Meu mundo não é segmentado, minha vida não se resume a um nicho específico e foi a partir desse pensamento, sobre minha autenticidade, que chutei o balde e decidi ser apenas eu. Sejam bem vindos ao que eu sou, espero de verdade que gostem desse meu espaço e que tenham paciência de “ouvir” meus devaneios.

A moda da depressão no Facebook

Com a enxurrada de páginas a serem curtidas no Facebook, eis que surgiu uma moda um tanto estranha: a depressão. Biologia da depressão, jornalismo da depressão, academia da depressão, o diabo a quatro da depressão. Mas afinal, por quê isso? Tudo bem, sei que atualmente um espirro pode virar um meme e qualquer fato pode se espalhar em uma proporção geométrica, mas a moda do depressivo parece ter feito sucesso. Criado com o intuito de criticar alguma vertente, o termo qualquer-coisa-da-depressão acabou tornando um grande ponto de encontro de pessoas que possuem alguma atividade em comum.

Muito criticado atualmente, o Orkut já possuía, em suas comunidades, essa característica de reunir pessoas com os mesmos interesses. Já com o Facebook, no qual há uma grande diferença entre seus grupos, até pelo formato e superficialidade das discussões, parece que o xxx da depressão surgiu como uma forma de suprir o que o velho Orkut provia, que era o de categorizar pessoas de acordo com suas comunidades, transferidas agora para as tão famosas – e estranhas – depressões. Estuda Educação Física? Há a página da Educação Física da Depressão. É Médico? Advogado? Planta chuchu na varanda? Pode procurar que certamente há uma depressão esperando por você.

Sim, é algo estranho, meio sem noção. E é no meio dos milhões de depressivos que continuamos a orkutizar o Facebook, cada vez entupindo mais a timeline dos coleguinhas com piadas que não provocam mais que um sorriso no canto da boca. Ou eu é que estou ficando velha demais.

#Depressiva