Ultimamente – agosto 2013

Hoje percebi que estava novamente com várias fotos acumuladas no meu celular e decidi colocar aqui no blog. Embora eu esteja com pouco tempo para sair para fotografar, meu celular sempre me acompanha, e com ele posso registrar um pouquinho do meu dia-a-dia.

1. Bruxaria na internet foi um livro que comprei na promoção do WalMart. Eu não sei que promoção louca é essa que eles estão fazendo, que todo livro que busco no site acabo encontrando por R$ 9,90. Fica a dica! O Bruxaria na internet é um livro em torno de R$ 30 e consegui por esse preço ótimo. Sobre o livro, farei uma resenha assim que acabar de lê-lo, mas ele fala basicamente sobre como uma religião pagã, tão ligada ao natural, à Terra, pode hoje ser encontrada com uma forte presença na web. É um estudo interessante, principalmente pra mim, que tenho uma pesquisa em andamento sobre identidade religiosa nas mídias sociais. Assim que eu terminar esse projeto e publicar, pretendo fechar um pouco mais o campo para religiões pagãs. 🙂

2. Seja bem vinda, nova TV. Quem lê meu blog sabe o quanto eu não suporto TV. Porém, esse foi um presente surpresa dos meus pais, e é óbvio que eu não tinha como negar. Explicando um pouco, eu não assisto TV, não gosto de sua programação, mas como assinei recentemente o Netflix e gosto muito de assistir a shows, agora meu quarto tem sempre uma trilha sonora. Ficou muito mais aconchegante, ainda mais quando deixo esses vídeos de youtube com lindas imagens, como um belo quadro, enquanto melodias celtas invadem meu espaço durante minhas leituras.

3. Olha eu voltando para o Kindle! Resolvi reativar meu baby. Há um tempo eu queria vendê-lo, pois não estava usando depois que comprei um tablet. Mas devo confessar que a leitura no Kindle é muito mais confortável que em qualquer outro dispositivo. Peguei da gaveta, recarreguei e incluí novamente meus livros. Como gosto muito de ler em inglês, sempre há na Amazon uns livros na promoção, de graça, sobre organização, minimalismo e zen. Meu Kindle está repleto de títulos assim.

 1. Freddy pegando sol na varanda. Todos os dias ele raspa a porta da varanda pra pegar sol. Depois de um longo período de frio, lá estava ele novamente, com sua roupa de segurança escorregando pelo corpo. Ele é capaz de ficar horas com o rosto na direção do sol e depois beber um pote de água inteiro. Não somos apenas nós, meros humanos, que gostamos de pegar uma corzinha!

2. Declutter! Peguei umas horinhas durante a semana para organizar minha papelada. Depois que joguei muito papel no lixo (reciclagem), sentei, meditei e respirei fundo. Meu quarto ficou muito mais leve. Experimente!

3. Almoço vegano. No mesmo dia do declutter almoçei uma comida que adoro: Ensopadinho de legumes. Como vocês sabem, sou queijo-vegetariana e volta-e-meia estou testando pratos veganos. Esse aí minha mãe que fez com cenoura, batata e moyashi. Uma delícia!

1. Meu planner chegou! Eu juro que estou tentando comprá-lo desde o meu aniversário, em Abril, pelo ebay. Já tive problemas com o vendedor anterior, que me vendeu um produto que não tinha. Depois devolveu meu dinheiro e marcou como enviado. Depois de muito rolo, consegui em uma outra lojinha, muito mais barato. Comprei e esqueci. É assim que temos que fazer com o ebay (comprei uma flauta irlandesa e deve estar em algum lugar do mundo). Para minha surpresa, chegou ontem e já comecei a usá-lo. Depois vou mostrar mais fotos dele por dentro, é lindo demais!

2. Feira de adoção de gatos na Praça Saens Peña. Passei, olhei, tirei fotos e estou divulgando. Não fiquei mais pois aqui em casa não tem tela nem o Freddy se adapta com outro animal. Já tentamos outro gato aqui e não deu muito certo, portanto, assim que eu tiver minha casa (tenho medo), acho que pegarei os animais que eu vir pela frente. Pra quem já criou morcego, nada é anormal.

3. Feira de livros na Praça Saens Peña. No mesmo lugar dos gatinhos, tem a feira de livros. Vocês acreditam que comprei 6 livros NOVOS por R$20? Pois é, tem 2 barracas com uma promoção de 3 livros por R$ 10 e eu tive que aproveitar. Até a biografia de Tolkien consegui achar nessa promoção. Sério, eu surtei.

Espero que tenham gostado desse tipo de post. Em breve mostrarei mais fotos em tamanho maior. Aguardem! =)

É hora de se despir do que não é você

É hora de se despir do que você não é | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

Afinal, quem é você? Tenho certeza que todos de nós pelo menos uma vez na vida já fez essa pergunta. O que sou, quem sou e por que estou aqui são dúvidas frequentes do ser humano. Uma dúvida que talvez não haja uma resposta, ou que cada um encontrará ao longo dessa jornada.

No entanto, uma coisa é certa: estamos constantemente nos vestindo de algo que, na maioria das vezes, não faz parte de quem somos. Embora não saibamos definir com exatidão nossa real identidade, com uma reflexão podemos sim, saber, quais são os nossos princípios.

Seja sincero com você mesmo. Quantas vezes você já comprou algo como uma roupa, celular, passou a gostar de algum artista ou até mesmo leu um livro para se sentir parte de algo? O ser humano tem a necessidade inata de socializar e não é estranho que um indivíduo, em determinado momento, passe a ter o comportamento de um grupo no qual faz parte para, não apenas sentir-se aceito, mas para também descobrir através da experiência própria, como é fazer parte desse grupo.

Darei um exemplo. Suponhamos que eu estude Letras e que em meu circulo de amizades tenham pessoas que curtam Shakespeare. Meus melhores amigos conversam sobre Shakespeare, até na cantina, enquanto tomam um café. Ao ser perguntado sobre qual obra gosto mais, me sentiria acanhada em responder que não o conheço muito bem, e a partir daí procurarei ler algo sobre o assunto, para fazer parte de algo. Veja bem, isso não é ruim, pois enriquecerá meu conhecimento cultural. Eu posso sim, passar a gostar, mas nem sempre isso ocorre. Acontece que, em diversos casos, pessoas passariam a ler Shakespeare mesmo não gostando muito, apenas para não sentir-se excluído.

Eu sou uma grande defensora do conhecimento. Acredito que quanto mais buscarmos conhecer diversas culturas, a história, idiomas diferentes e áreas diferentes, mais seremos capazes de pensar por nós próprios. Só somos capazes de fazer uma crítica a algo, seja positiva ou negativa, caso conheçamos o objeto. Isso quer dizer que, mesmo não gostando de algo, é importante que conheçamos para fortalecer uma opinião.

No entanto, acontece muito de adquirirmos um gosto devido ao estímulo externo e não necessariamente significa que realmente aquilo faz parte de quem somos. Hoje, com a loucura da publicidade, acabamos acreditando que gostamos daquilo que estamos consumindo. E isso é um perigo. Será que você realmente gosta daquele CD que comprou daquela artista famosa? Ou apenas comprou pelo simples fato de estar vendendo em todos os lugares e todos seus amigos já terem comprado? Será que eu gosto de ler Shakespeare ou é o meio em que vivo que acaba me fazendo acreditar que eu gosto?

É hora de fazermos um balanço em nossas vidas. Será que o que consumo realmente diz sobre a minha personalidade? A roupa que eu uso mostra quem sou por dentro ou comprei aquela calça listrada em preto e branco por que todos estavam usando? Não tenha vergonha de assumir que não gosta de algo que todos julgam ser muito bom. Temos o direito de discordar. Temos o direito de pensar. É hora de buscar nossas características individuais em cada pedaço da nossa vida. Filmes, músicas, roupas, livros, alimentação… Vamos nos despir do que não significa nada?

Olhe ao seu redor e reflita: o que tem em você que não diz nada sobre a sua pessoa?

obs.: Shakespeare foi apenas para exemplificar 😉

Buscando uma aparência mais natural

Lembro-me como se fosse hoje. Aos meus 14 anos de idade, minhas amigas já pintavam o cabelo. Uma delas, que era mais velha, fazia luzes num salão pertinho do meu prédio. Eu queria ser como elas, mudar minha aparência – até por que eu não era lá muito bonita – quando minha mãe chegou com uma solução: Chá de camomila.

A camomila foi o portal inicial para uma série de mudanças. Fazendo um chá bem concentrado e aplicando nos cabelos, é possível clareá-los quando nos expomos ao sol, ou com o calor do secador. Após várias sessões, eu estava totalmente diferente, com um cabelo loiro mel e bem feliz. Como meu cabelo era claro (embora não muito bem cuidado) consegui alcançar um tom bonito.

Essa foi a primeira experiência de mudança. Não queríamos usar tinta no meu cabelo e apelamos para uma solução bem natural. Dizem que o leite também é ótimo para clarear, mas nunca experimentei. A partir desse episódio, nunca mais parei, e minha primeira tinta lembro-me como se fosse hoje: Wellaton Loiro acobreado. Não preciso dizer que meu cabelo ficou puxado pra um laranja, mas como não havia essa preocupação na época (1998), achei que estava lindo. A raiz cresceu e cada vez fui experimentando uma tonalidade diferente.

Já fiz muita besteira no meu cabelo. Como ele é cacheado, não me sentia incluída na sociedade do cabelo liso-perfeito, então por diversas vezes comprei alisantes de farmácia e apliquei em meus próprios cabelos, claro, escondida – e com uma tinta loira por baixo. Não preciso dizer o quanto já tive meu cabelo estragado, quebrado, mas a sensação de ter um cabelo “liso” compensava qualquer risco.

Toda vez que eu enjoava, pintava de preto. Até o preto azulado já usei e pra quem entende de coloração, usar essa tonalidade é como assinar um atestado de “não  mudarei a cor do meu cabelo pelos próximos 2 anos”. O tempo passava e eu voltava para o loiro. Escovas progressivas, descolorantes, tonalizantes, mais escova progressiva. Formol, hidratação de farmácia, tinta vermelha. Vermelho fogo, pra sair logo do loiro. Enjoei? Preto nele!

E assim meu cabelo foi acumulando, ao longo dos anos, diversos resquícios de uma mente inquieta, que não sabia com qual aparência irá querer acordar no dia seguinte. Enjoei do escuro? Dekap Color nele. Foi minha salvação. A modernidade nos dá soluções, e foi com esse produtinho milagroso que consegui limpar todo um histórico de pigmentos nos meus fios. Com a limpeza, tentei voltar à cor natural do meu cabelo. Mas… qual era a verdadeira cor dele?

Castanho médio. Era isso que parecia minha raiz contrastando com as luzes. Ou não, quase preto. Era escuro, então eu sempre comprava aquela cor, cuja mulher bonita na caixinha me agradava. E cada vez que eu tentava voltar à cor natural, ficava frustrada, pois agora em vez da raiz nascer escura, estava contrastando com o restante do cabelo por nascer mais clara.

Bati o martelo. Usei, pela última vez na minha vida uma caixa de Dekap Color, até limpar todo o restante de tinta no meu cabelo, e passei uma tintura natural, o Natucor, com a promessa de não mexer mais nos meus fios. O ano de 2013 está sendo um ano sabático-capilar. E hoje, posso ver o quão bonita é a cor natural do meu cabelo. É uma espécie de castanho-claro com uns reflexos cobre no sol. Mesmo que a tinta que está saindo – da altura da minha bochecha pra baixo – fique com um tom avermelhado, a raiz está nascendo tão bonita, que estou encantada com minha cor natural. Estou me descobrindo, após exatos 15 anos e essa experiência tem sido edificante para mim. Não é apenas uma questão de cabelo, mas toda minha busca pelo autoconhecimento está refletindo em diversos campos da minha vida.

Meus primeiros fios brancos estão aparecendo, antes os trinta. Será que eu já os tinha e nunca havia reparado por causa da tintura? Será que surgiram agora? O mais incrível é que não são fios brancos, mas prata. E eu os achei tão bonito que fiquei com dó de arrancá-los. Não são muitos, mas são belos. Se eu vou pintar os cabelos por causa deles? Não. Não no momento. Não sei do amanhã, mas hoje quero acompanhar e respeitar o tempo do meu corpo. O ritmo da natureza.

Também não mais cortei meus cabelos desde o dia 4 de janeiro de 2013. Como lembro da data? Aniversário do meu pai. Antes de sairmos pra jantar fora e com meu cabelo completamente detonado de processos químicos, me tranquei no banheiro com uma tesoura e, mecha por mecha fui cortando, na altura acima do ombro. Meu cabelo encheu, cacheou, e pude sentir novamente a irrigação chegando até as pontas, como uma árvore que volta a ter sua seiva percorrendo por todos os seus galhos.

^ Dia em que cortei | Dia seguinte

Após muitos centímetros, posso dizer que estou recuperando quem sou. Olhando no espelho posso ver que meus olhos são da mesma cor que meus fios, e que tenho sardas e não manchas na pele, as quais escondia com corretivo. Essa sou eu. Essa é a minha natureza. E estou feliz em resgatar aquela pessoa que, já aos 14 anos, queria se enquadrar em uma forma ditada pela sociedade. Não, não foi vontade interna de mudança. Eu só queria ser como aquelas meninas populares da escola. Eu só queria fazer parte de algo. E hoje eu vejo que a melhor coisa que fiz na vida, foi não ter conseguido fazer parte, pois a individualidade é o nosso maior tesouro.

Descobrir a si mesmo é um caminho árduo e longo, mas nem todo caminho nos leva a algum lugar. Às vezes, a própria viagem é quem nos ensina. E assim continuo caminhando.

Viva o natural!

Obs.: Não tenho absolutamente nada contra quem gosta de mudar o cabelo, mudar a aparência. Eu já fui assim e não sei por quanto tempo durará essa minha fase natural. Mas estou gostando muito dessa minha fase de autoconhecimento. É maravilhoso! 🙂