- 24/03/2015 -

A vida em espiral

Categoria: Aleatoriedades

espiral

Acredito muito na influência das espirais em nossas vidas. Tenho a nítida impressão de que caminhamos sempre pra frente, é verdade, mas em movimentos espiralados, o que nos faz vivenciar nossa estrada em ciclos que constantemente se repetem. Ora, se a própria natureza é uma constante espiral – vide a sequência de Fibonacci – por que nossas vidas seriam diferentes? E tudo isso faz com que eu me compreenda melhor a cada dia, e consequentemente aceite cada vez mais meus momentos que se repetem de forma cíclica, mas nunca igual.

Vejo que sou constantemente influenciada pelas fases da natureza. No verão me sinto mais expansiva, quero distribuir toda a energia que tem em mim, ajudar a quem puder, crescer, sair ao ar livre e distribuir felicidade. No outono já começo a me recolher um pouco mais, começo a retomar minhas leituras pendentes e a organizar minha vida. É o momento de planejamento, de colocar tudo no papel, estabelecer metas e montar estratégias. Parece que é aqui que meu ano realmente começa. Já no inverno ocorre meu ápice de introspecção. É quando consigo me dedicar muito aos estudos, quando consigo ler mais e ter muito foco pra, de fato, realizar tudo o que havia planejado. É, portanto, meu ápice de produtividade. Me parece que o frio contribui muito pra isso, no meu caso, diferente do calor que me deixa um pouco dispersa e sem foco. É também no inverno que concentro minhas energias, trabalho mais sob a energia da lua, do feminino e das reflexões pessoais. E então chega a primavera, época em que vejo alguns resultados e começo a sair um pouco da concha e colho os frutos do que havia plantado anteriormente.

Há uns dois anos venho percebendo o quanto eu sou influenciada por essas forças, e toda essa trajetória parece repetir a cada ano. A impressão que eu tinha antes era de que eu sempre voltava ao mesmo ponto de partida, como se não estivesse caminhando pra frente, mas a verdade é que em uma espiral, estamos sempre evoluindo, mesmo que tenhamos que passar pelos mesmos pontos constantemente. É assim que funciona o universo, parece que é assim que tudo flutua naquela massa escura do espaço ad eternum, sabe-se lá para onde.

universo

E assim vou vivendo. Nessa espiral que me envolve, nessa energia de reinícios constantes, mas que me fazem progredir cada vez mais. Vou vivendo, criando planos, testando, desistindo, voltando, aprimorando, reinventando e resgatando ideias antigas já descartadas. Vou vivendo tomando decisões que parecem definitivas, mas que após um tempo vejo que não era exatamente o melhor, e dou um passo atrás ou pego o primeiro retorno. Refaço, reescrevo, conserto, apago, tento mais uma vez e mais uma, e se não estiver bom, busco outro caminho.

Não tenho apegos, não tenho medos. Tenho sim, metas, projeções e um ponto de chegada, mas o caminho pelo qual caminharei é cheio de curvas e emoções. Afinal, qual graça teria se a estrada fosse reta? Que graça teria se não tivessem as árvores, os lagos, os pássaros e tudo o mais que me distraíssem pelo caminho? Porque o que completa a vida nem sempre é o prêmio que recebemos ao chegarmos lá, mas sim tudo o que aprendemos e vivenciamos ao trilharmos o caminho. É isso que nos torna único. É isso que faz a diferença.

Se eu não mudasse tanto, não seria eu.


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- 11/03/2015 -

Retornando às leituras

Categoria: Aleatoriedades

Eu sou uma pessoa de momentos. Tem épocas em que não consigo pegar um livro sequer e fico com os olhos grudados nos códigos do CSS dos blogs, criando algo novo, ou até mesmo vivendo uma vida mais zen, sem muitos estímulos e focada mais no autoconhecimento (meditação e yoga). Mas também há períodos em que minha sede cultural me atormenta e não me deixa ficar longe dos livros, filmes e documentários “cabeça”, e é o que está acontecendo agora.

Voltei a assistir pelo youtube alguns canais literários e ler blogs mais culturais, e pasmem, fiz uma sessão de filmes aqui em casa durante um fim de semana que só não consegui assistir mais pelo Netflix por causa da querida NET que me deixava sem conexão o tempo todo. Tive que parar documentários na metade enquanto via na tela o aviso de Loading 30% e isso não é muito animador…

Mas por outro lado voltei a me dedicar à literatura. Estou com uma vontade imensa de ler alguns clássicos que estão na minha wishlist literária há tempos, mas que ainda não havia tido tempo nem oportunidade para lê-los. Comecei pelo Grande Gatsby, que me fez passar uma noite inteira grudada no Kindle e só largá-lo às 2:30 da manhã, quando terminei a última palavra. No começo estava achando meio chato, mas lá pro terceiro capítulo a leitura me prendeu e não consegui mais parar. É uma história super atual, podemos identificar vários Gatsby por aí nos condomínios luxuosos da cidade, e depois pretendo fazer uma resenha digna. Valeu a leitura!

E pra engrenar, antes da vontade de ler os clássicos, assinei o plano gratuito do Kindle Unlimited, o que me fez baixar o livro E Se Você Fosse uma Marca?, o qual também gostei bastante. É meio que um passo-a-passo de como construir uma marca pessoal (branding) e mostrar melhor suas qualidades e no que é especialista. Li o livro inteiro com um caderninho ao lado só anotando as dicas, que também pretendo escrever um post dedicado.

E enquanto isso sigo na dúvida sobre os rumos dos meus blogs. Voltei a usar o domínio do Vida Minimalista para guardar meus textos já publicados lá, em vez de usar o blog Camile Carvalho. Mas também continuo aqui, na calada da noite escrevendo no Camilando. Me sinto tão mais inspirada por aqui! A escrita flui com uma facilidade que vocês não imaginam. Só resta saber como vou lidar com o Camile Carvalho, se tragos os posts pra cá e o transformo em um site (com os links dos dois blogs) ou não…

E enquanto não decido, vou ler mais. :)


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- 06/03/2015 -

Ultimamente: Interestelar e Olympus Trip 35

Categoria: Filmes e Séries

camera-interestelar

Sou ansiosa, e isso significa que consulto todos os dias se o filme Interestelar já está disponível no Now/Netflix/onde quer que seja pra que eu possa reassistí-lo mais 20 vezes. Acho maldade receber a revista da NET indicando que ele já está disponível no Now e não encontrá-lo nem no catálogo de Lançamentos nem Pré-Lançamento. Corri para o Buscapé pra tentar encontrar o DVD e, surpresa! Já tem pra vender! Dei pulos de alegria na cadeira, mas quando coloquei no carrinho, mais uma surpresa: era uma pré-venda, disponível a partir do fim do mês. Parece brincadeira comigo…

Mas pra provar que devo me desapegar da ansiedade, há muito tempo procuramos aqui pela casa – bagunça – pela câmera que usávamos quando eu ainda era criança, a famosa Olympus Trip (35mm). Desapontados de que deveria ter ido parar no lixo ou na casa de alguém conhecido, desistimos da busca, quando, após alguns anos, meu pai abre uma caixa de telefone sem fio guardado e surpresa! A Olympus estava lá, guardadinha. Agora certamente começaremos uma nova busca, pelo tal telefone, que deve estar guardado em alguma caixa de batedeira, fogão etc. Porque somos desses…

E enquanto isso permaneço aqui, aguardando pelo Interestelar e me deliciando com algumas cenas sem sincronia in english que baixei pelos torrent capengas da vida. E fingindo que não estou nem aí pro NET Now, que não entende que seria bom pelo menos nos avisar da data de lançamento do melhor filme que vi ano passado.

E já que não tem Interestelar, não custa nada preparar uma pipoca e assistir novamente K-PAX. E não me perguntem quantas vezes o assisti. Parei de contar na 5ª vez.


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