O bom vazio…

27 de maio de 2015
Categoria: Yoga & Zen |

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É batata, toda vez que me sinto confusa, sufocada e sobrecarregada da rotina, faço um declutter no meu quarto e tudo parece melhorar. Claro, com tantas energias estagnadas em objetos, roupas e papeladas sem uso, é normal a sensação de que tudo anda travado, mesmo que seja apenas uma mera percepção.

Ando lendo bastante sobre o taoísmo e budismo, e a sensação do vazio que eles explicam não me parece algo ruim. Combinando com essa leveza que me dá ao acabar um declutter e uma faxina pesada, só me resta pensar que nos despindo de tudo o que somos é que poderemos realmente nos conhecer. E aos poucos vou desapegando, deixando ir tudo o que não combina mais comigo. Vou deixando fluir essa energia sem tentar retê-la comigo. Tentando apenas ser uma observadora sem me ater a nada em específico. Revistas do passado, livros antigos, roupas que não me trazem boas memórias e histórias que já passaram, nada disso faz mais sentido se estamos vivendo o agora dispostos a construirmos um novo futuro.

Dizem que quando não nos sentimos incomodados é porque estamos parados, já que qualquer movimento nos traz insegurança, algum tipo de medo do desconhecido ou ansiedade pelo que vamos encontrar adiante. Já eu, posso dizer que a impressão é que estou em um liquidificador, jogando pros lados todas as minhas certezas que antes estavam cravadas em minha pele e que certamente serão peneiradas, restando apenas o que interessa.

Tudo o que me resta no momento é sentar, fechar os olhos e meditar, pois seja uma brisa ou um furacão, não causará interferências se eu permanecer imóvel, firme e flexível.

E sim, me sinto feliz e em paz por cada nova descoberta em cada uma de minhas mudanças.

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Vida corrida mas feliz

10 de maio de 2015
Categoria: Cotidiano |

Lema da UERJ: A gente rala mas se diverte

Não preciso repetir o quanto ando sem tempo pra blogar, não é mesmo? Parece que toda vez que abro o editor do WordPress a única “novidade” que tenho a compartilhar é como minha vida anda corrida, como ando cansada e como não sei o que fazer com meus blogs, mas este post será um pouco diferente. Que estou praticamente morando na universidade não é novidade – já até pensei em levar meu saco de dormir e marmitas (mentira).

Destralhando

Aproveitei o último sábado pra dar uma organizada de leve aqui nas minhas tralhas. Ataquei a papelada da minha escrivaninha e consegui separar pra reciclar uma sacola inteira de papeis picados, além de encontrar alguns textos que havia emprestado de um amigo mas que estavam perdidos no meio da bagunça.

Deezer -> Spotify

Há um tempo eu estava querendo experimentar os serviços do Spotify, e foi quando  percebi que minhas playlists do Deezer estavam com músicas faltando por terem retirado alguns álbuns do sistema. Ontem, ao descobrir a promoção de 3 meses por 1,99, acabei assinando o Premium do Spotify e organizei minhas playlists por lá. Ainda faltam algumas, mas as músicas que mais gosto já se encontram sincronizadas no meu celular. Cancelei a assinatura do Deezer e vou considerar esses 3 meses com o Spotify como um teste. Caso não goste, é só reassinar o antigo e continuar feliz escutando minhas músicas prediletas.

Hostgator

Há alguns anos venho hospedando meus blogs no e-consulters (no plano Mini, de 5,90) e estava muito satisfeita, até saber que o plano que eu tinha contratado não existe mais para novos assinantes e que o mais perto disso me custaria 19,90. Confesso que fiquei com medo deles nos obrigarem a migrar pra esse, e caso isso acontecesse, os custos com meus 262616 blogs iria me causar um pequeno rombo no bolso.

Venho pesquisando diferentes planos de hospedagem, e um post no grupo do rotaroots que me fez bater o martelo com o Hostgator. Muitos são satisfeitos com o serviço (plano M) que custa 19,90, pode hospedar quantos sites/blogs quiser e não tem limite de hospedagem nem de tráfego. Apenas um ponto negativo é a complicação de se achar naquele site confuso deles, poderiam organizar melhor as informações e facilitar a vida do usuário (alô UX!).

A conclusão disso tudo é que migrei o meu site Camile Carvalho e o blog Camilando (este que vos fala) pro Hostgator e estou bastante satisfeita. No próximo tempo livre que eu tiver vou migrar o Vida Minimalista, mas procurando uma solução mais viável do que importar arquivos e descobrir que nenhuma imagem veio pro novo servidor #fail!

Minha felicidade é que agora vou ter tudo centralizado em um único local e pagando uma taxa única. E isso me animou a manter mesmo o Camilando como meu bloguinho old school roots como meu diário, afinal, não me custará nada e ainda é uma espécie de válvula de escape. Sabe quando estamos com tantos compromissos e até queremos escrever algo, mas não muito elaborado mas não combina com nossos blogs? Pois é. Agora já tenho a solução. <3

E pra finalizar, um trecho sobre desapego do livro No Coração da Vida, de Jetsunma Tenzin que estou lendo pelo Kindle. Um livro lindo e inspirador, que me trouxe vários insights. Merecerá um post dedicado assim que eu terminar de lê-lo. Quem quiser ler, tem lá na Amazon pro Kindle. :)


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O que fazer em um computador offline?

10 de abril de 2015
Categoria: Tecnologia | Tags:

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Vivemos tão conectados, dependendo tanto da tecnologia que quando a conexão cai, parece que ficamos em um vazio, sem saber direito o que podemos fazer com um computador offline. A impressão que temos é que tudo depende de uma conexão e ficamos de mãos atadas, sem conseguir resolver nada.

No entanto, há algumas tarefas que podemos fazer enquanto a internet não volta. Tarefas essas que talvez sempre deixamos para algum dia encararmos quando tivermos um tempo livre sobrando.

1. Organizar as fotografias digitais

Você sabe onde está aquela foto de um evento específico do ano retrasado? Consegue encontrá-la facilmente ou está perdida em algum lugar obscuro de seu HD? Aproveite o tempo offline para organizar suas fotografias em pastas. Eu costumo criar uma pasta para cada ano e subpastas dos meses. Fica mais organizado e em ordem cronológica.

2. Escanear documentos

Sou muito empolgada com a ideia de reduzirmos os papeis das nossas vidas, principalmente em se tratando de documentos. Tenho digitalizado todos os meus documentos importantes, e isso já me poupou muito esforço. Certo dia estava na faculdade e precisei de uma cópia da minha certidão de nascimento. Fui na xerox do andar, abri meu Dropbox* e mandei imprimir. Simples assim! Se eu não tivesse este recurso, teria que ir em casa, fazer a cópia e voltar à universidade, imaginem o tempo que eu gastaria se não tivesse essa ferramenta tecnológica!

3. Digitalize e organize seus arquivos de estudos

Pra quem é estudante, esta é uma ótima dica. Uso muito o Evernote pra guardar minhas anotações de aulas e mais uma vez, o Dropbox para armazenar os textos. Durante os estudos, seja na escola ou na faculdade, somos transbordados por textos, xerox e papeis, e se não tivermos um sistema viável para lidar com eles, acabamos nos tornando desorganizados e improdutivos.

Mesmo mantendo uma cópia física de algum texto (devo admitir que é muito bom estudar com um marca-textos na mão e fazendo anotações enquanto lemos), é bom também que guardemos uma cópia digitalizada, claro, se for um texto relevante. Sempre faço uma triagem se o que estou em mãos seria útil num futuro, e se for, digitalizo pro computador e guardo na minha pasta virtual da faculdade. É uma ótima tarefa pra realizar quando a internet cai.

4. Escreva, escreva e escreva

Neste exato momento sentei-me, liguei o computador com vários planos em mente, inclusive escrever um artigo pro blog. Ao acessar a internet – que certamente me distrairia por vários minutos antes de me permitir fazer o que eu realmente iria fazer – descobri que estava sem conexão. Claro, sempre ficamos frustrados quando isso acontece, mas como a empresa está realizando uma manutenção, não adianta ficar com raiva pois nada será resolvido com essa atitude. Abri o editor de textos e simplesmente comecei a escrever este post que talvez não seria escrito caso minha internet estivesse funcionando normalmente.

Aproveite o momento de desconexão e escreva o que está pendente. Seja um novo artigo para seu blog, uma tarefa da faculdade, algum trabalho que está procrastinando ou simplesmente desenvolva sua criatividade escrevendo algo livre. Acredite em mim, boas ideias sempre surgem quando deixamos fluir a livre escrita.

5. Destralhe!

Devo confessar que este item é o que mais gosto. Em caso de falta de internet, nada melhor que um destralhe do seu computador. Enquanto organiza sua pasta de estudos, digitaliza documentos e organiza suas músicas digitais, que tal mandar pra lixeira aqueles arquivos que você não usa mais? Quanto mais lixo acumulamos, mais difícil de encontrarmos os importantes, além de ocupar espaço no computador e deixá-lo mais lento. Desapegue também da sua tralha digital e faça o desafio de deixar seu desktop livre de arquivos soltos por aí. No final, dá gosto trabalhar em um computador todo organizado, mais leve e mais veloz.

E você, o que costuma fazer no computador quando está sem conexão com a internet? Compartilhe conosco!


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UERJ, blog e inferno astral

3 de abril de 2015
Categoria: Cotidiano |

uerj-descansando

E então estou aqui, em pleno feriado da páscoa mexendo novamente em códigos, cores, editando umas fotos e relembrando como é bom escrever e guardar um pouquinho do meu dia-a-dia em um cantinho único que é este blog.

Minhas aulas da faculdade começaram e com elas vieram à tiracolo novas oportunidades acadêmicas mas também uma completa falta de tempo. Com as mudanças de universidade (particular > pública) tive alguns atrasos por causa de disciplinas que a querida UERJ ignorou o fato de eu já tê-las feito e por isso resolvi me dedicar 200% neste semestre pra colocar a vida acadêmica em dia. Resultado? Estou fazendo dois semestres em um, o que significa chegar pela manhã e sair à noite, passando boa parte do tempo em salas assistindo aulas, dando aulas e garimpando algum livro na biblioteca.

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Depois que voltei com meu blog Vida Minimalista (que eu havia tirado do ar em Dezembro) percebi que ali era um cantinho realmente especial e que tem seu público-alvo específico. Acredito que sempre devemos tentar, experimentar e testar novas formas de fazer aquilo que estamos acostumados a fazer e juntar um conteúdo pessoal com o assunto que eu escrevo por lá não deu muito certo e é tudo questão de público-alvo. Muitos que se interessam pelo que escrevo no Vida Minimalista não têm o menor interesse em saber o que comi hoje, o que vesti ontem e coletâneas do meu Instagram.

Somado a isso veio uma vontade imensa de me aprofundar ainda mais na escrita pessoal. Daquelas que sentamos com uma xícara de chá ao lado, abrimos o notebook e deixamos fluir, como agora. A vontade de voltar a ter um blog como um amigo sem me preocupar demais com aspectos mais técnicos estava me fazendo perder um pouco o interesse e ficar um instante sem rumo, sem saber ao certo pra onde meu blog estava indo. Isso não significa que eu saiba no momento, mas pelo menos estou deixando minha intuição fluir e recuperar esse cantinho que criei há anos apenas para compartilhar fotos e textos que me inspiravam.

gato-uerj

Gatinho da UERJ ^

No entanto, andei conversando com um amigo meu, o Kabuna, que entende bastante sobre o assunto inferno astral e me advertiu a evitar tomar decisões no período que antecede meu aniversário. Vejamos bem, hoje é dia 3 de abril e meu aniversário é dia 18, e contrariando o conselho, passei minha tarde com um pote de pipoca, refrigerante e o notebook no colo arrumando os detalhes do Camilando. Não adianta, isso só mostra o quanto áries me influencia no quesito impaciência e impulsividade me fazendo, após uma semana de planejamento para um outro projeto bloguístico, jogar os papeis pro alto e fazer o que me desse na telha. Ótimo exemplo de planejamento empreendedor, gafanhoto. Só que não.

Segundo meu amigo, nos dias que antecedem o nosso aniversário – que é quando o nosso ano realmente começa – deve-se evitar tomar decisões complexas, colocar em prática algum planejamento ou fazer escolhas. É um período um tanto conturbado, no qual nossos pensamentos estão confusos e as energias bagunçadas devido a uma limpeza que acaba teoricamente no dia do nosso aniversário, mas que pode se prorrogar até uns dois dias após. Portanto, eu deveria estar me distraindo, vendo meus filmes, evitando conflitos e decisões importantes. Deveria estar lendo, aprendendo, me envolvendo com energias leves e positivas.

Deveria simplesmente deixar as coisas fluírem, mas seguindo o conselho, deixei fluir tanto que estou aqui, pensando em deixar o Vida Minimalista lá, quietinho como planejado, transformar o Camile Carvalho em um site estático como um portfólio online e passando a usar o Camilando pra tudo o que vier em minha mente. Como explicado, não posso afirmar que é uma decisão permanente, mas confesso que me senti leve ao escrever este post, cuidar do layout, reler textos antigos e navegar um pouco pelas categorias ainda não completas. Se vou ficar por aqui? Provavelmente. Mas só terei a certeza após o dia 18 de abril.

Que venham novos textos ainda melhores.

Que venham novas energias.

:)


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A vida em espiral

24 de março de 2015
Categoria: Cotidiano | Tags:

espiral

Acredito muito na influência das espirais em nossas vidas. Tenho a nítida impressão de que caminhamos sempre pra frente, é verdade, mas em movimentos espiralados, o que nos faz vivenciar nossa estrada em ciclos que constantemente se repetem. Ora, se a própria natureza é uma constante espiral – vide a sequência de Fibonacci – por que nossas vidas seriam diferentes? E tudo isso faz com que eu me compreenda melhor a cada dia, e consequentemente aceite cada vez mais meus momentos que se repetem de forma cíclica, mas nunca igual.

Vejo que sou constantemente influenciada pelas fases da natureza. No verão me sinto mais expansiva, quero distribuir toda a energia que tem em mim, ajudar a quem puder, crescer, sair ao ar livre e distribuir felicidade. No outono já começo a me recolher um pouco mais, começo a retomar minhas leituras pendentes e a organizar minha vida. É o momento de planejamento, de colocar tudo no papel, estabelecer metas e montar estratégias. Parece que é aqui que meu ano realmente começa. Já no inverno ocorre meu ápice de introspecção. É quando consigo me dedicar muito aos estudos, quando consigo ler mais e ter muito foco pra, de fato, realizar tudo o que havia planejado. É, portanto, meu ápice de produtividade. Me parece que o frio contribui muito pra isso, no meu caso, diferente do calor que me deixa um pouco dispersa e sem foco. É também no inverno que concentro minhas energias, trabalho mais sob a energia da lua, do feminino e das reflexões pessoais. E então chega a primavera, época em que vejo alguns resultados e começo a sair um pouco da concha e colho os frutos do que havia plantado anteriormente.

Há uns dois anos venho percebendo o quanto eu sou influenciada por essas forças, e toda essa trajetória parece repetir a cada ano. A impressão que eu tinha antes era de que eu sempre voltava ao mesmo ponto de partida, como se não estivesse caminhando pra frente, mas a verdade é que em uma espiral, estamos sempre evoluindo, mesmo que tenhamos que passar pelos mesmos pontos constantemente. É assim que funciona o universo, parece que é assim que tudo flutua naquela massa escura do espaço ad eternum, sabe-se lá para onde.

universo

E assim vou vivendo. Nessa espiral que me envolve, nessa energia de reinícios constantes, mas que me fazem progredir cada vez mais. Vou vivendo, criando planos, testando, desistindo, voltando, aprimorando, reinventando e resgatando ideias antigas já descartadas. Vou vivendo tomando decisões que parecem definitivas, mas que após um tempo vejo que não era exatamente o melhor, e dou um passo atrás ou pego o primeiro retorno. Refaço, reescrevo, conserto, apago, tento mais uma vez e mais uma, e se não estiver bom, busco outro caminho.

Não tenho apegos, não tenho medos. Tenho sim, metas, projeções e um ponto de chegada, mas o caminho pelo qual caminharei é cheio de curvas e emoções. Afinal, qual graça teria se a estrada fosse reta? Que graça teria se não tivessem as árvores, os lagos, os pássaros e tudo o mais que me distraíssem pelo caminho? Porque o que completa a vida nem sempre é o prêmio que recebemos ao chegarmos lá, mas sim tudo o que aprendemos e vivenciamos ao trilharmos o caminho. É isso que nos torna único. É isso que faz a diferença.

Se eu não mudasse tanto, não seria eu.


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